Municípios de diferentes regiões do Piauí enfrentam problemas no fornecimento de energia elétrica, com interrupções e oscilações que também estão afetando o abastecimento de água. Segundo relatos de gestores municipais e informações da Águas do Piauí, os sistemas de captação e distribuição dependem de equipamentos elétricos, principalmente bombas, que deixam de funcionar adequadamente quando há falta ou instabilidade na energia.
Em Santo Inácio do Piauí, a situação é considerada grave. O prefeito Dr. Auro relatou que a população enfrenta falta d’água em toda a cidade, atingindo residências, escolas e empresas. Segundo ele, a Águas do Piauí chegou a realizar reparos nos quadros elétricos e substituir bombas, mas posteriormente identificou que o problema estaria relacionado ao fornecimento de energia.
“Então nós estamos sem água por falta de energia”, afirmou o prefeito, ao relatar que a rede elétrica não estaria sustentando o funcionamento das bombas responsáveis pelo abastecimento.
Em Santa Cruz dos Milagres, o prefeito Edilberto Rodrigues também relatou problemas semelhantes. De acordo com o gestor, as constantes oscilações de energia vêm afetando diretamente o fornecimento de água no município. Mesmo após representantes do município e da empresa acompanharem a situação, os problemas, segundo ele, continuaram.
Já em Paulistana, o prefeito Osvaldo da Abelha Branca afirmou que as interrupções de energia são recorrentes há mais de duas décadas e se intensificam durante o período mais quente do ano. Além do abastecimento de água, ele citou prejuízos para hospitais, escolas, comércio e moradores.
A situação ocorre em meio ao período do B-R-O-Bró, marcado por temperaturas elevadas e aumento no consumo de energia elétrica no Piauí.
Em nota, a Equatorial Piauí informou que mantém um plano de investimentos para reforçar o sistema elétrico estadual. A concessionária afirma ter investido mais de R$ 4,75 bilhões desde o início da concessão e que, somente em 2026, destinou R$ 470 milhões para obras, manutenção e melhorias na rede.
Na região Sul do estado, a empresa destaca a construção de uma Linha de Distribuição de 73 quilômetros entre Paulistana e Simões e a ampliação da Subestação Paulistana. As duas obras representam um investimento de R$ 80,4 milhões e têm previsão de entrada em operação até 15 de setembro.
Segundo a Equatorial, as obras já foram concluídas, restando apenas testes, automação do sistema e alguns ajustes físicos, que, de acordo com a concessionária, não comprometem a energização da nova estrutura.

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